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domingo, 3 de julho de 2011

Chen Kong Fang

Pintor, desenhista, gravador e professor, Fang foi o terceiro filho do engenheiro Han-Cheng Fang. Em 1937 já começava a desenhar com incentivo do pai. Em 1945 inicia seus estudos de sumi-ê e aquarela na China, com Chang-Zenshen. Vem morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estuda pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo.
Faz sua primeira exposição individual em 1959, no Clube dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1965 e 1967, tenta a linha abstracionista, que abandona para retornar ao figurativismo. Em 1972, leciona na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Viaja, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolve o seu trabalho de pintura. Em 1981, é realizado o curta metragem biográfico O Caminho de Fang, em São Paulo. Visita a China convidado pelo governo chinês em 1985, visitando locais de interesse artístico.
O Museu de Arte Contemporânea de São Paulo possui 15 pinturas e 8 desenhos de Fang. Suas obras estão também no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Muitas de suas obras estão em coleções particulares no Brasil e no exterior.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Chen_Kong_Fang

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vincent Van Gogh

Van Gogh queria que seus quadros tivessem o efeito imediato e violento das coloridas gravuras japonesas, tão admiradas por ele. Gritava por uma arte livre de intelectualismo que não chamasse a atenção somente dos ricos entendedores, mas desse alegria e consolo a toda criatura humana...
Usava formas e cores para exprimir o que sentia nas coisas. Não se importava muito com o que chamava de “realidade estereoscóptica”, ou seja, a reprodução de forma fotográfica da natureza...Queria que a sua pintura exprimisse o que sentia e, se a deformação pudesse ajudá-lo a atingir o objetivo, ele teria usado a deformação.
Ernst H. Gombrich

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PIET MONDRIAN já tinha um passado como pintor figurativo quando,em 1911, em Paris,vê os cubistas e capta toda a imporância dessa mudança radical da construção e função da obra de arte.Em 1938, vai a Londres e, em 1940, a Nova York: Broadway boogie-woogie e Victory boogie-woogie assinalam uma última guinada em seu estilo,no sentido de um fracionamento e de uma aimação visual da planímetria do espaço pictórico.Visto que, desde jovem, Mondrian nutria interesses filosóficos e religiosos, pode-se dizer que empreende uma crítica ao cartesianismo cubista do ponto de vista rigorista de Spinoza.Mondrian escreveu muito,contudo, não escreveu nehuma teoria da arte, e que,por conseguinte, a obra de arte deve ter como estrutura própria uma essência teórica rigorosa.Para fazer uma pintura que tenha o rigor e a dignidade da ciência, Mondrian propõe transformar a superfície (emírica) em plano (entidade matemática). Subdividindo a superfície por meio de coordenadas verticais e horizontais, resolve numa " proporção"  métrica tudo o que, na natureza,apresenta-se como altura e largura.O postulado moral de Mondrian é “eliminar o trágico da vida”; e é trágico tudo o que provém do inconsciente, dos complexos de culpa ou de poder, de inferioridade ou superioridade. É trágico o que Mondrian chama de acrimônia, de “barroco moderno”: o Expressionismo, o Surrealismo, mas também a eterna alegria de viver de Matisse, as explosivas deformações de Picasso, o riso entre lágrimas de Chagall. O artista, para Mondrian não tem o direito de influenciar o próximo emotiva e sentimentalmente; se chega a descobrir uma verdade, tem o dever de demonstrar como chegou a isso; se pode demonstrá-lo, tem o dever de levar essa verdade ao conhecimento de todos, de facer com que possa ser utilizada na vida cívil da comunidade.

Arte Moderna,Argan,p409

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Embora o engenho humano conceba invenções diversificadas que correspondem, por meio de várias máquinas, ao mesmo fim, nunca descobrirá invenções mais belas, mais apropriadas ou diretas que a natureza, porque no que ela inventa nada há que falte ou seja supérfluo.

                                                                   Leonardo da Vinci.


Desenhista,cientista,músico,inventor,arquiteto,botanico,engenheiro,pintor,etc.Leonardo da Vinci foi considerado como um dos maiores artistas da Renascença.Entretanto deixou para trás muitos trabalhos inacabados e uma série de cadernos cheios de estudos de esqueletos,nuvens,água corrente e flores, bem como observações sobre assuntos científicos.Leonardo aprendeu seu trabalho com Andrea Del Verocchio.Ele passou 17 anos em Milão trabalhando para o Duque, antes de retornar para Florença onde pintara a Mona Lisa,no entanto antes de trabalhar para o Duque Leonardo trabalhou para um retábulo da capela da Confrataria da Imaculada Conceição em San Francesco il Grande. A verdadeira contribuição de Leonardo para a história da pintura foi o que se tornou conhecido como sfumato - da palavra italiana para “esfumaçado” - ou seja, a realização da forma através de gradações tonais sutis. Leonardo deixou poucas pinturas autênticas, mas influenciou enormemente seus conteporâneos. Suas composições de grupo, onde as figuras geralmente formam uma pirâmide, são características definidoras do estilo da Alta Renascença.Ele se juntou à corte do Rei francês Frances I, em 1517, onde viveu até a sua morte. 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Joan Miró (1893-1983) foi um escultor e pintor surrealista catalão.A pintura O Carnaval de Arlequim,e Maternidade,inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia naif, sem as profundezas das questões psicanalistas surrealistas.Miró se inspirava nas noções de Breton de escrita automática,inventando um vocabulário de signos e símbolos para libertar a mente inconsciente. Em 1941, concebeu a sua mais conhecida e radiante obra: Números e constelações em amor com uma mulher.No fim da sua vida reduziu os elementos de sua linguagem artística a pontos,linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto.

O mundo do inconsciente de Miró é um mundo claro,solar,sem implicações mórbidas, e seu mitologismo é fácil e transparente, como o das fábulas.


sábado, 9 de abril de 2011

Paul Cézanne (1839-1906); as pinturas de Cézanne reflectem a divisão, ele é o último e mais significativo dos pós-impressionistas do século XIX, sua obra tem tido um enorme impacto na era moderna.Os experimentos inovadores de Cézanne com a forma e a estrutura o levaram a ser considerado um artista tão importante quanto Leonardo e Rembrandt.Apesar de ter conhecido Manet e Degas através de seu amigo Pissaro, Cézanne nunca foi parte de qualquer grupo de movimento.Preferiu perseguir sua própria abordagem experimental à composição e forma através de pesquisas e de outros artistas, assim como de experimentos em seu estúdio.


“Em Cézanne, não há uma ruptura entre realidade interna e externa: a consciência está no mundo, e o mundo na consciência; o eu não conquista o mundo e não é por ele conquistado.Não há apenas um equilíbrio paralelo, há uma identidade. Por isso seu classicismo não é um classicismo histórico, e sim uma classicidade pura como a de Fídias ou de Giotto, os únicos grandes “clássicos”.”

                                              Giulio Carlo Argan.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Henri de Toulouse Lautrec (1864-1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, faleceu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.Toulouse Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o que seria conhecido como Art Nouveau.Aos dezesseis anos, foi estudar pintura com Léon Bonnat, professor rígido que não o agradava. Logo depois foi estudar com Fernand Cormon. O tema principal das pinturas de Toulouse  Lautrec era a vida boémia parisiense, que ele representava através de um desenho que lembra a espontaneidade do desenho satírico de Honoré Daumier, e uma composição dinâmica que poderia ter sido influenciada pela fotografia e as gravuras japonesas.Usava muito o vermelho, em geral de maneira contrastante, usava o cabelo cor de laranja e a cor verde limão para traduzir a atmosfera eléctrica da vida nocturna.Sua pintura é gráfica por natureza, nunca encobria por completo o traço forte do desenho. O contorno simples era sua marca registrada.Apesar da litografia colorida de seu tempo poder acomodar dezenas de cores em um só cartaz, Lautrec geralmente escolhia apenas 4 ou 5 cores, as vezes 6.Em 9 de Setembro de 1901 , Henri de Toulouse Lautrec morre nos braços de sua mãe,às duas horas e quinze minutos da manhã.