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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A formação de ALVAR AALTO é incontestavelmente racionalista, mas seu racionalismo não é um esquema a priori, e sim um princípio de comportamento segundo o qual o arquitecto resolve progressivamente os problemas concretos que se apresentam durante o projecto.Mais tarde, Aalto virá a descobrir que uma linha ou uma superfície curvas não são menos racionais do que uma linha recta ou uma superfície plana.Em Paimio, ele concebe o edifício como uma tela estendida no ar e na luz; posteriormente, virá a desenvolver superfícies curvas e onduladas, para obter uma modulação mais sensível, uma variação de frequência da luz.Aalto que gosta de pintar, não raro procura a primeira ideia para um edifício pintando,concretizando em imagens o ambiente em que se erguerá a construção.
 Arte Moderna p414

sexta-feira, 15 de abril de 2011

 


VAN DOESBURG não decora, e sim reestrutura visualmente o ambiente,sobrepondo a uma construção insignificante uma arquitetura de formas coloridas..Numa arquitetura puramente visual,Van Doesburg vê a possibilidade de uma arquitetura cujas formas não estejam submetidas às leis da gravidade e,portanto,ao tema obrigatório das verticais e horizontais.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

MIES VAN DER ROHE, seu modelo ideal é Schinkel, o Goethe da arquitetura; participou do Grupo de Novembro. O primeiro arranha-céu por ele imaginado é uma sucessão ao infinito de planos paralelos num invólucro de vidro.Não há peso de massas, nem esforço de empuxos; a orgulhosa técnica moderna é posta a serviço da beleza de uma forma racional e, ao mesmo tempo, poética;para Mies, racionalismo significa idealismo, no sentido profundamente alemão de Kant e Hegel.Como Klee, Mies opera com infinita delicadeza, estuda com extremo cuidado as maneiras de dar à imagem espacial uma substância visual que não tenha o peso físico da matéria.Mies tem uma extrema atenção para com a forma, o perfil, as possíveis tensões, os encaixes e as nervaturas de seus elementos metálicos de sustentação.Nos Estados Unidos, Mies pôde finalmente realizar o projecto que alimentava havia tantos anos: o arranha-céu como imenso prisma rectangular,cubagem diáfana erguida no imenso espaço do céu, cristal que aprisiona, filtra, refracta a luz.