quarta-feira, 29 de junho de 2011

Body Art ou Arte do Corpo

É uma vertente da arte contemporânea, onde o corpo é usado como forma de expressão artistica. Como exemplo, pode-se citar Rubbing Piece, 1970, encenado em NY, por Victor Acconci, onde o artista esfrega o próprio braço até sair sangue.

Tatuagens,ferimentos, atos repetidos, deformações são alguns dos aspectos da Body Art,ora encenados no ato ora representados em fotografias. Entende-se o movimento como uma certa oposição aos movimentos vigentes na década de 1960 como Art Pop e Minimalismo, além da iserção de novos tipos sociais como o negro, a mulher, os homossexuais e outros.

A arte deveria ter uma representação além da pintura e escultura, deveria ser útil para sociedade,deveria representar o ambiente de onde surgiu (urbano), a arte deveria intervir na construção do mundo e, utilizar-se das novas tecnologias, de certa forma, esse era um ponto em comum entre os movimentos, a arte não só como enfeite, mas como presença.

A idéia de arte-maior, arte-menor, arte e não-arte deveria ser quebrada, não deveria existir rótulos em relação a isso. A participação do indíviduo comum deveria estar presente, o artista deveria servir e ser visto pela população. Rompe-se as barreiras em relação a Arte de museu, deveria-se ir além, em todos os ambientes, público,particular,muros,prédios,dentro, fora, no corpo,incompreensível, compreensível, isso não importa, o importante era estar,era fazer ser, fazer acontecer.

O movimento Fluxus e obras de Joseph Beuys são considerados como fundamentais para o surgimento da Body Art. Dentre os principais artistas, destacam-se Eva hesse (exposição de orgãos e atos sexuais), Victor Acconci que com seu próprio pênis veste roupas de bonecas e conversando com o mesmo, Denis Oppenheim (Sun Burn). Chris Burden, Rebecca Horn, Gina Pane, o grupo Actionismus ( Reune Arnulf Rainer, Hermann Nitsch, Günter Brus e Rudolf Schwarzkogler) - este último se suicida em uma performance.